• Bruno Miranda

THE HUMANS (2021)


The Humans’ é essencialmente um filme sobre os reflexos humanos e suas consequências, porém, sua execução trata dos assuntos importantes de maneira superficial.


Com uma direção inteligente e cortes dinâmicos, o longa tem um ritmo compassado, mas que as vezes se torna um pouco cansativo. Os diálogos desconexos dos personagens, talvez te façam refletir sobre suas próprias relações pessoais como espectador, ou apenas te fazerem se sentir indiferentes. O que é mais interessante é que apesar da desconexão continua, as conversas paralelas entre os personagens que fazem parte de uma mesma família, se fazem entender, contendo devaneios, entre referências pessoais e interpessoais.


O complexo familiar da trama é o que mais traz conexão do filme com o espectador. São tantos conflitos internos que essas pessoas possuem, que se pode tocar, como uma linha invisível que se faz real ao decorrer de palavras que as vezes são sensíveis, e em outras vezes ofensas profundas. O maior problema do filme se encontra nas cenas incógnitas e nas transições lentas, que apesar de parecerem uma pegada inteligente do diretor, se tornou apenas um efeito gráfico que faz com que o filme se desconecte com o objetivo principal.


A grande maioria das cenas trazem sensação de pânico, ansiedade, claustrofobia e muitas outras nuances negativas a síntese humana, mas são nas cenas de afago, conforto e sinceridade onde a flor do filme se desabrocha. Confesso que algumas partes são bastante emocionantes, tristes também, mas não no sentido depreciativo, e sim realista em todos os detalhes; sem dúvidas esse longa metragem é fruto de uma escrita bem elaborada, porque apesar das inconsistências, é eficaz em sua mensagem.


"THE HUMANS" (2021)
3/5 - REGULAR